Metaverso: a evolução da Internet e a sua relação com o dinheiro. Confira! Sobre Varejo

Metaverso: a evolução da Internet e a sua relação com o dinheiro

Metaverso. Se você não ouviu esse nome nos últimos meses, possivelmente estava dentro de uma caverna. Tanto o nome quanto o conceito do metaverso não são novidades. A primeira vez que o termo apareceu foi em 1992, no livro de ficção científica Snow Crash, de Neal Stephenson.

metaverso
A história falava de um entregador de pizzas que era um samurai em um universo virtual que ele mesmo criou.
O livro inspirou diversos jogos e empresas de tecnologia. Hoje, o metaverso é totalmente real.


Mas… O que é o metaverso?

O metaverso é a construção de um mundo virtual apoiado por diversas tecnologias, entre elas, a realidade aumentada, a realidade virtual, a realidade estendida, a blockchain e a inteligência artificial. O objetivo do metaverso é que coisas da realidade real, como reuniões de trabalho, supermercados, interações sociais, barcos, carros, casas e até mesmo, VOCÊ, estejam presentes nessa nova realidade.
Como pessoas vão para o metaverso?
Um dos maiores atrativos do metaverso é de ter versões virtuais das pessoas. Para isso, suas plataformas irão utilizar avatares, ou seja, corpos virtuais, para que as pessoas se identifiquem.
Utilizando óculos de realidade aumentada, seus usuários podem acessar o metaverso e interagir com outros usuários.
Empresas como o Facebook (agora conhecido como Meta Platforms) estão realizando altos investimentos na tecnologia, mas eles não são o único. A Microsoft, A Roblox e a Disney são outros gigantes que acreditam que o metaverso é o futuro.
Um dos grandes desafios é de tonar compatível as plataformas do metaverso de cada marca (Meta, Microsoft, Disney, Roblox, entre outras). Ou seja, quem usar uma plataforma para acessar o metaverso, conseguirá acessar pessoas que utilizam outras plataformas sem nenhum problema.
Mais ou menos como funciona a Internet. Exemplo: a Internet é acessível tanto para pessoas que acessam via Android quanto via IoS ou Windows.

De acordo com Bill Gates, em três anos, a maioria das reuniões virtuais serão realizadas pelo Metaverso, deixando o conceito de vídeo chamada como algo do passado.
A Disney quer disponibilizar a visita dos seus parques temáticos pelo metaverso. Guiados por Mickey Mouse e as princesas da Disney, a ideia é que famílias inteiras possam visita-los em uma versão virtual.
Se todos esses nomes ainda não te convenceram que as pessoas irão levar o metaverso a sério, vamos falar sobre compras no metaverso. No dia 29 de novembro de 2021, um luxuoso iate, com cabine de DJ, dois heliportos, banheira de hidromassagem, entre outras comodidades, foi vendido por US$ 650 mil (aproximadamente R$ 3,6 mi). Se acha que o barco está no valor correto, devido a todos os seus recursos, um detalhe muito importante: esse iate de luxo só existe no metaverso.
Quase R$ 4 milhões em um item que não existe no mundo real. Compras milionárias de itens virtuais não é uma novidade. Graças a tecnologia blockchain, esse tipo de compra se tornou muito popular. A proposta do metaverso é que isso se amplifique, ao ponto de se tornar algo comum. A ideia de algo abstrato modificar a realidade vem muito antes do filme Matrix. Quando toda a realidade vem literalmente para um universo virtual, começamos a repensar conceitos também antigo, como por exemplo: o papel do dinheiro.


O dinheiro no metaverso.

Se todas as pessoas estarão realizando transações virtuais, o dinheiro, na forma tradicional que o conhecemos, terá valor no mundo real?
Sim. Mas ao que tudo indica ativos digitais irão ganhar ainda mais força.

De acordo com a Bloomberg Inteligence, em 2024 o mercado do metaverso deve movimentar até US$ 800 bilhões (R$ 4,5 trilhões). Um dos grandes trampolins para a tecnologia ser ainda mais difundida será a chegada do 5G.

Será assim, uma “Internet imersiva”, que trará também mudanças nos meios de trabalho, convívio e também no dinheiro como o conhecemos.
Apoiado por diversas outras tecnologias, uma delas é a blockchain que se caracteriza por criar ativos que não possuem um lastro.
Nos últimos anos, criptomoedas como Bitcoin, Dogecoins e Ethereum ganharam bastante força no mundo rea. A tendência é que isso aumente cada vez mais.
Existem algumas maneiras de investir no metaverso, mas vale lembrar que todas elas são de alto risco, pois não possuem nenhuma estabilidade.
Terrenos virtuais, Tokens, NFTs, itens virtuais e criptomoedas são algumas das maneiras utilizadas para se investir, mas como tudo está evoluindo muito rápido, possivelmente, em breve, teremos outras formas de investimento.

Entre as criptomoedas mais famosas do metaverso temos AXS, MANA, a SAND e a ENJ.

Em novembro, a MANA chegou a valorizar 400%, e já ganhou aproximadamente 4.700% desde a sua cotação.

Terrenos virtuais são uma outra maneira de criar ativos no metaverso. Também em novembro, um dos seus terrenos, foi vendido por R$ 13 milhões.
Itens virtuais como um todo também apresentam ser ativos promissores.
O futuro pode parecer um conto cyber punk, mas quer você concorde ou não, grandes empresas e bilionários acreditam que o metaverso será tão impactante quanto a Internet foi no passado. Fique atento. Oportunidades com a chegada dessa tecnologia podem mudar a sua vida.

Contribuição: Rafael Pires –  Especialista em tecnologias financeiras.

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Imagem: @rawpixel.com

 

 


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