Diferença entre Lactose e Glúten. Venha descobrir – Sobre Varejo

Diferença entre Lactose e Glúten: Mito, moda ou existe realmente alguma razão?

Toda vez que surgem assuntos novos nesse campo da alimentação, acaba gerando muito polêmica.


Muitas das polêmicas são importantes, principalmente durante um certo período (afinal o questionamento é válido sempre), outras acabam sendo desnecessárias e partem geralmente pelo princípio da ignorância, do desconhecimento.

Diferença entre Lactose e Glúten

Aquele que menos sabe acaba tendo as conclusões mais básicas,  simples e equivocadas também…

O básico em glúten e lactose, ou seja trigo e leite é pensar que a gente sempre teve contato com isso, mas na realidade isso não é uma verdade.

O contato com os grãos, por exemplo tem mais ou menos cerca de 10.000 anos enquanto os lácteos (produtos lácteos), talvez um pouco menos ainda.

O que a gente sabe hoje, é que apesar desses alimentos terem um contato antigo, relativamente antigo para o ser humano, não deu tempo para o ser humano de adaptar as diversas mudanças que aconteceram. Não somente nesses alimentos (que já foram demais), mas em outros também.

O trigo

Pensar em trigo do passado para o presente, nós precisamos entender como ele foi e como ele é hoje.

O trigo sofreu uma evolução que pode ser inclusive chamada de “involução”. De 14 cromossomos (os antigos) para 28 cromossomos (os atuais) ou seja, o dobro.

E o mais importante: Já que o glúten, não é o resultado do trigo mas sim de fazer uma farinha de trigo (mistura com água a energia) se cria essa molécula tão diferente, que denominamos de glúten.

Basicamente une duas proteínas, e que serve nos pães, nas massas, para dar “liga” (elasticidade). Essa mesma farinha de trigo que no passado concentrava glúten em uma cerca quantidade que nunca fez bem ao ser humano, mas que em pequena quantidade tal como o álcool, por exemplo, não podemos dizer que é tão deletério assim.

Principalmente se a ingestão for realizada de tempos em tempos, e não diariamente e rotineiramente.

Hoje em dia, a farinha de trigo concentra 400% mais glúten.

Com isso, é praticamente incompatível com a saúde gastro intestinal, mas já que a gente sabe que tudo que chega ao intestino acaba sendo distribuído pelo nosso corpo, nós sabemos que o glúten ele pode causar interferências em diversos sistemas nossos.

E não só o sistema intestinal.

A ideia de que o glúten faz mal somente para o intestino é uma ideia muito antiga. Talvez se naquela época que descobrimos que o glúten poderia causar reações diversas ao corpo, teríamos investigado o cerébro ou simplesmente teríamos dado uma outra denominação dessa doença.

E quanto a isso, nós precisamos entender uma outra coisa muito importante. Existem três tipos básicos de incompatibilidade que o alimento pode causar a nós:

1 – Hipersensibilidade ao Trigo

O que sabemos por hipersensibilidade, é que eu posso ingerir um alimento e ter por exemplo: dor de cabeça, dor gástrica, epigástrica, ou então uma insônia.

O que isso significa? Qualquer sistema nosso pode ser afetado e não necessariamente após a ingestão daquele alimento.

2 – Intolerância ao Trigo

O que no trigo é mais conhecido, no glúten é mais conhecido. Isso é o que chamamos de “doença delíaca”.

A pessoa que não tem enzimas para ingerir essa proteína, quando isso acontece geralmente o problema é intestinal.

E infelizmente apesar de ser algo tão básico, tão conhecido, essas pessoas passam anos geralmente até que consigam descobrir que realmente aqueles distúrbios gastro-intestinais, principalmente diarréias, distensão abdominal, dificuldade de gerenciamento de peso, são realmente do glúten.

3 – Alergia ao Glúten

Esse terceiro grau é o mais complexo, entretanto o mais simples em se identificar é a alergia.

Pode ser considerado o mais grave de todos, porém é o mais simples. Afinal nele a pessoa tem certeza que faz mal.

Primeiramente: Convencer uma pessoa a ficar sem um alimento que causa hipersensibilidade é um pouco mais difícil.

Porque geralmente essa pessoa não tem um problema gastro-intestinal direto na alimentação, como é caso da maioria das pessoas que tem problemas com glúten. São hipersensibilidades.


E aí, o ideal é que a gente entenda que esse alimento é extremamente inflamatório para o nosso corpo e a inflamação é uma coisa perceptível e imperceptível.

Porque eu posso por exemplo:

  • Bater o cotovelo, ficar inflamado e perceber.
  • Posso também ter uma inflamação crônica: sempre ter dor de cabeça.
  • Irregularidade menstrual
  • Cólicas abdominais

E mesmo assim não perceber a relação direta com o alimento, até porque hoje em dia a gente ingere a farinha de trigo diariamente, a todo momento:

  • Café da Manhã,
  • Almoço
  • Tarde
  • Janta

Quer dizer, é algo realmente incompatível com ter boa saúde.

“Todos deveriam eliminar o trigo (glúten) da sua alimentação?”

Não! Entretanto, o ideal é que para todos diminuam o máximo possível.

E claro, não adianta trocar essa farinha e consumir todos os outros tipos de farinha a todo o momento porque a farinha em si, não é algo muito positivo para a nossa saúde.

Resumindo:

  • Glúten, não é moda.
  • Não é mito.
  • é realidade!

Falar em glúten, ou simplesmente em tentar reduzir a quantidade da exposição do nosso corpo a esse agente inflamatório para todos (mais inflamatório para uns do que para outros) e que causa diversas incompatibilidades, é algo real.

Quando a gente busca saúde, alimentação funcional, devemos sempre considerar os pós e os contras dessa questão.

Lactose

Quando falamos de lactose, estamos nos referindo ao açúcar do leite.

O leite como um todo é uma combinação de proteína, açúcar e alguns tipos de gordura.

“O leite não é um bom alimento.” Entretanto, existe coisas boas dentro dele e é muito importante durante um tempo da vida, principalmente o leite materno.

Esse leite é riquíssimo em diversas substâncias e inteiramente compatível com o nosso corpo. Já o leite da vaca, pode causar diversas incompatibilidades, assim como o glúten.

Para aquelas pessoas que não contém a enzima que ingere a lactose (que se chama lactase), possuem então a intolerância à lactose, que é apenas um dos problemas do leite.

A intolerância à lactose pode ou não ser percebida.

Normalmente a intolerância à lactose deveria ser percebida porque no momento que eu não consigo digerir esse alimento, meu intestino deveria dar sinais pra mim…

Mas nem sempre isso acontece, e porque? Porque se tudo o que ingerirmos e que nos fizer fazer mal o intestino nos der um sinal, viveríamos com desconfortos e sinais por todos os lados.

O intestino funciona como um cérebro, mas não apresenta tantos sinais… até que chega a um ponto em que ele não consegue. E isso se deve pela quantidade de toxinas acumuladas, dessa forma ele simplesmente elimina o que for necessário e inflama algumas células.

Com isso o alimento que deveria ser processado, metabolizado e assimilado passa a entrar de uma maneira inadequada e causa primeiramente uma reação local, e posteriormente reações que podem acontecer em qualquer área do nosso corpo.

Dessa forma, é importante que a gente saiba que a intolerância à lactose pode não ser percebida, o que ainda é muito comum.

No entanto quando desregulamos a nossa “Microbiota Intestinal”, essa peneira que faz entrar tudo o que a gente precisa para sobreviver passa a não assimilar tudo o que deveria, e isso gera uma série de problemas à todos os nossos sistemas.

A sensibilidade ao leite por exemplo, pode gerar:

  • Acne
  • irregularidade menstrual
  • distensão abdominal
  • dor de cabeça
  • confusão com a gastrite
  • Alergias, principalmente na pele.
  • Rinite
  • Sinusite

No entanto, se a pessoa ficar entre 20 e 21 dias sem esse alimento em teste (fazendo a exclusão) ela pode perceber as melhorias e acaba entendendo e efetuando uma própria compreensão do comportamento corporal.

Nós precisamos de todos esses alimentos em nossas vidas?

Não, há vida tranquilamente sem os lácteos e a lactose. Isso não significa que precisamos excluir todos eles em 100% (apesar de benéfico) . Entretanto todos nos beneficiamos da diminuição na ingestão desses alimentos.

O ideal é que cada um tenha uma gestão dessa quantidade necessária, tentando por algum tempo ficar sem um grupo de alimentos e posteriormente sem o segundo.

Dessa forma, é possível entender e compreender os benefícios apresentados no comportamento do corpo durante esse período.

 

Fonte: Dr Victor Sorrentino

Imagem: @julijadm

 

 


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