Quarentena no Estado de São Paulo: Reabertura Parcial do Comércio e Shoppings

Apesar do governo do estado de São Paulo estender o quarentena e o isolamento social parcialmente até o dia 15 de Junho, vai permitir uma “retomada consciente” na reabertura de alguns setores do comércio.

Este novo programa dividirá o estado em 17 regiões, por exemplo, e os critérios de reabertura dependerá da situação referente a capacidade hospitalar junto ao número ativo de casos do novo Coronavírus, o Covid-19 em cada município.

A reabertura no estado:

Cada região será classificada de acordo com uma escala de gravidade. Contudo, serão cinco fases até que tudo volte ao normal.

As regiões com uma maior gravidade de transmissão e risco de contágio entretanto, continuam restritas para boa parte dos serviços e comércios, as demais terão uma flexibilização mais abrangente.

A maioria dos shoppings do estado, estão se preparando para receber clientes depois de mais de dois meses fechados, contudo requerem algumas medidas de segurança e restrições, apontamos algumas:

  • Todos os funcionários devem utilizar máscaras, por exemplo: (cirúrgica, tecido, acrílico).
  • A limpeza deve ser mais frequente.
  • Cada loja deverá receber um número reduzido de clientes.
  • Muitos administradores utilizarão um tapete “sanitizador” nas entradas do shopping.
  • Controle de temperatura de colaboradores e consumidores.

Além de todas essas recomendações, outro fator primordial para a reabertura é o comportamento do consumidor, por isso:

Os consumidores precisam mudar.

“Eles precisam entender que realmente vão haver restrições, então você não vai poder acessar a loja com uma quantidade grande de pessoas, mesmo que você esteja, por exemplo, com pessoas da mesma família”, disse Adriana Saad, superintendente de shopping.

De acordo com o plano, cada município do estado de São Paulo vai seguir critérios diferentes para a reabertura das atividades econômicas. Entretanto, apenas cidades que têm apresentado diminuição no número de casos e que tenham leitos de UTI disponíveis, vão poder aderir a flexibilização.

As classificações:

As regiões em maior risco (classificadas em vermelho) são principalmente o litoral Sul e a grande São Paulo, por exemplo: Grande São Paulo, Baixada Santista, Região de Registro, que vem apresentando um alerta máximo.

Outras sub-regiões (metropolitana e interior) também inspiram cuidados (classificadas em laranja). Por exemplo: Regiões de: Sorocaba, Marília, Araçatuba, São José do Rio Preto, Franca, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, Piracicaba, Campinas, Taubaté e Município de São Paulo.

Já demais regiões (classificadas em amarelo) são as que tem um maior controle da doença até agora, são elas: Presidente Prudente, Barretos, Araraquara/São Carlos e Bauru.

Os privilégios da reabertura:

Os municípios da fase 01 (vermelho), que são os mais críticos, assim só poderão ter a abertura dos: serviços essenciais.


Os municípios da fase 02 (laranja), dá autorização para:

  • Atividades Imobiliárias.
  • Concessionárias.
  • Escritórios.
  • Comércio.
  • Shopping.
  • Indústria não essencial.
  • Construção Civil.

Mesmo que autorizadas, todas as atividades requer restrições e medidas máximas de segurança, por exemplo: distanciamento entre as pessoas, máscaras e utilização frequente de álcool em gel na higienização das mãos.

Os municípios da fase 03 (amarela) dá autorização para:

  • Atividades Imobiliárias (Liberação sem restrições).
  • Concessionárias (Liberação sem restrições).
  • Escritórios (Liberação sem restrições).
  • Bares e Restaurantes (Liberação com Restrição).
  • Comércio (Liberação com Restrição).
  • Shopping (Liberação com Restrição).
  • Salão de Beleza (Liberação com Restrição).

Na fase 04 (verde) ainda sem municípios enquadrados, as academias também serão reabertas, ainda assim, com restrições.

E na última e fase 05 (azul) ainda sem municípios enquadrados, haverá liberação total de todas as atividades sem restrições, dessa forma:

  • Teatro
  • Eventos com aglomerações e espaços públicos.
  • Cinemas.

As reavaliações para a reabertura:

A cada sete dias as condições de cada cidade serão reavaliadas.

“Se esses índices voltarem a promover-se e elevar-se seja nos índices de número de casos, seja no número de leitos da UTI, isso fará com que o município volte para a fase anterior, por isso que é uma flexibilização fase A”. Nelson Bugalho, prefeito de Presidente Prudente -SP.

Para o médico infectologista, o plano de começar a reabrir a economia é possível graças as medidas de isolamento que foram adotadas. Ele diz que a quantidade de leitos disponíveis aumentou nos últimos dias. Dessa forma, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a taxa de ocupação de leitos na capital Paulista é de 85% dos hospitais municipais.

“O que se viu nas últimas semanas, chegou-se a uma taxa de ocupação de 93%. Em alguns hospitais de uma forma isolada até 100% da capacidade. Isso fez com que as medidas fossem muito mais rígidas”. disse o médico.

Mesmo assim o médico alerta: A população precisa continuar respeitando o distanciamento social, usar álcool em gel e máscara, por exemplo. Só assim o plano de retomar as atividades pode dar certo.

“As pessoas precisam ter bom censo, não adianta querer ir no shopping quando na realidade você não precisa, evitem!

Para os estabelecimentos aprovados para a reabertura, ainda cabe a criação de um projeto para reabertura. Dessa forma, o projeto individual que envolve questões de medidas sanitárias e higiene, ainda passa por uma aprovação em cada prefeitura.

Atualmente os casos do novo Coronavírus no estado de São Paulo beiram as 90.000 com quase 7 mil mortes. Já no Brasil os casos confirmados alcançaram o assustador número de 412.000 com mais de 25.500 mortes.

Imagem: @may_chanikran


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