Touchless Retail. A nova Tendência do varejo no Ocidente – Sobre Varejo

“Touchless retail” ou varejo sem toque, é uma nova tendência. Muito utilizada pelo comércio no oriente e uma promessa para o ocidente. Quer saber mais? Embarque com a gente!

Atualmente, a pandemia não trouxe apenas prejuízos de ordem financeira para todo o planeta; ela mexeu também com os hábitos sociais. O “calor humano” das relações sociais não existe mais e temos de manter a distância. 


Fato é, que agora é imperioso que os indivíduos se enxerguem como estando em uma “bolha imaginária”, para que assim, respeitem seu próprio espaço e o dos demais.

Nos novos tempos, será inaceitável que falemos próximos uns aos outros, nos abracemos e beijemos efusivamente. Muito difícil para nós, não é mesmo? 

Num momento em que os governos estão reabrindo o comércio nas cidades, as compras presenciais se demonstram incômodas devido à tantas condutas e protocolos a serem seguidos por todos. 

Ações de distanciamento social e limpeza constante com álcool em gel, são medidas emergenciais tomadas pelos varejistas para conter o contágio e oferecer um ambiente minimamente seguro às pessoas, de modo à fidelizá-las por proporcionarem um local de confiança e demonstrarem cuidado com a prevenção da disseminação da doença.  

Visando oferecer mais uma maneira de adquirir bens e serviços, para além das alternativas já utilizadas, como o Click and Collect e o sistema Drive-Thru, surge um novo modo de venda para um novo modo de ser: o “touchless retail”. 

Se antes se falava na experiência como um chamariz para o consumidor – a exemplo da Omnicanalidade –. Hoje se fala na criação de operações e modelos de negócios que prestigiem soluções ou construções que garantam a segurança sanitária dos consumidores, sem que se perca a praticidade e a conveniência. 

O que é touchless retail?

O “touchless retail” ou varejo sem toque, em tradução literal, é a possibilidade de venda de produtos e serviços sem que o consumidor final tenha qualquer tipo de contato físico. É o varejo se reinventando para viabilizar a compra ao consumidor sem expô-lo ao risco de contaminação pelo contato. 

Essa forma de venda surgiu na China durante o lockdown, e consistia na exposição on-line dos produtos pelos varejistas em plataformas interativas.


Tais transmissões dos produtos ofereciam descontos instantâneos e os vendedores tiravam dúvidas em tempo real dos possíveis consumidores.

O marketing era intensificado por influenciadores digitais, que ajudavam no direcionamento do tráfego on-line, e era possível visualizar a quantidade de pedidos na plataforma ao vivo, criando um ambiente de entusiasmo entre os consumidores. 

Para que esse modo de vender se estabeleça como o “novo normal”, é imperioso que a tecnologia atue como aliada dos varejistas. Entretanto, é importante destacar que novas soluções não surgirão tão rápido.

A tecnologia

Imediatamente, o que será feito é a importação de tecnologias já utilizadas nos países orientais, como a realidade aumentada, NFC (tecnologia de comunicação de curtíssimo alcance) e o QRCode, para melhorar as práticas varejistas aqui no ocidente.

O uso dessas tecnologias pode fazer com que o consumidor encurte o processo de compra. O cliente que se vale do recurso da realidade aumentada, por exemplo, pode analisar as características do produto que deseja adquirir sem um intermediário.

A prova on-line de itens do vestuário passará a ser comum, e a função do vendedor nesse ambiente estará voltada para a efetivação da compra e não da venda do produto em si. 

É necessário que o varejista, seja ele pequeno ou grande, analise os processos de sua empresa. Destaque os pontos críticos de contato com o consumidor, para que possa pensar em alternativas. Deverá ele também, considerar a capacidade de investimento para essas alterações.

A troca do contato humano por tecnologia é mais custosa, todavia, se não houver capital para a aplicação de inteligência artificial nesses contatos, a remodelagem dos processos poderá ser uma saída viável.

A retomada do varejo

No momento, o que se sabe é que o touchless retail poderá ser fator determinante para a retomada do varejo, sendo uma das ferramentas mais importantes para a venda das lojas físicas, em um período em que o consumidor se encontra temeroso de sair de sua residência e pode se mostrar uma alternativa no futuro do varejo. A gradual migração das operações de compra de bens e serviços para o ambiente on-line tende a concretizar essa forma de venda, pois alcançará todos os usuários de smartphones, que vivem, consomem em tempo real e são atraídos pelas facilidades oferecidas. 

 

Artigo enviado: Por Dra. Juliana Neves, Advogada do MLA – Miranda Lima Advogados.

Imagem: @milicad

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